Arquiteta Andressa Martinez

Um blog de arquitetura, design e criação

O poder da luz: iluminação em arquitetura Outubro 28, 2009

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 12:48 am
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Light Design

A manipulação da luz (natural) sempre foi preocupação constante no projeto de arquitetura e interiores. Da arquitetura antiga (Egito, Grécia e Roma), aos vitrais das catedrais góticas ou às casas modernas de Mies Van Der Rohe, conceber um espaço era necessariamente criar condições para a entrada e bom aproveitamento da luz. Mais recentemente, com as inovações tecnológicas  em curso, a iluminação artificial também adquiriu importância crescente na ambientação de espaços e tornou-se uma estratégia-chave para a reinvenção da identidade e reciclagem de ambientes já existentes.

Sistemas de iluminação de fibra-ótica, a enorme gama de lâmpadas, nas mais diferentes temperaturas de cor, de dispositivos eletrônicos para a dimerização e a variedade de refletores e luminárias, permitem a criação quase instantânea de diversos cenários de cor.

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Fotos antes e depois da instalação

As imagens desse post ilustram o projeto de iluminação que fizemos durante o curso de Iluminação para a Arte, ministrado pelo iluminador Rogério Emerson, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Essa instalação foi feita na fachada interna de um casarão em estilo romano, do século XIX, que atualmente é sede da Escola EAV.

No projeto foram utilizadas lâmpadas foco 5, foco 2, par 30, set lights, mini set lights e dicróicas, além de gelatinas responsáveis pelo efeito cromático variado. A montagem durou cerca de 6 horas e o resultado foi a valorização de elementos arquitetônicos marcantes e a criação de um espaço livre diferente e mais convidativo à permanência e interesse do público.

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Crédito das imagens: Fotógrafa Branca Mattos, Cauê Capille e Nathália Rangel

Para completar esse assunto, veja também esse post anterior.

 

Quarto infantil Abril 3, 2009

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 3:56 pm
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Esse projeto para o quarto de uma criança com 5 anos, apesar de atender às necessidades da idade, do universo infantil, propõe-se atemporal e capaz de se adaptar às exigências futuras de um rapaz. Em geral, os projetos para crianças encerram-se no universo dos pequenos, com seus papéis-de-paredes, móveis menores, cores e motivos marcantes, mas cansativas a longo prazo. Tendo em vista que em menos de sete anos esse pequeno rapazinho será um pré-adolescente, longo prazo não se aplica muito nesses casos e o universo infantil de um projeto pode obrigar os pais a trocar todos os móveis e armários, em um pequeno intervalo de tempo. O ideal de um projeto para os pequenos é a versatilidade e a capacidade de se reinventar a cada nova etapa da vida.

Nesse sentido, os móveis possuem como acabamento principal laca branca, madeira tipo peroba mica e vidro jateado 6mm. A ludicidade do quarto ficará por conta dos adesivos de papéis na parede (côco verde na mesa de estudos e pipa na cabeceira da cama), da escolha de um bom tapete e, é claro, da exposição dos brinquedos em nichos e prateleiras.  A televisão, um artigo indispensável nesse caso, dispensa a posição de destaque na estante, em um compartimento estritamente dimensionado para tal, e é disposta sobre um prato giratório, faciltando a sua visualização multidirecional. Esse recurso visa adaptar-se à diversidade de modelos e, principalmente, ao advento dos equipamentos em LCD ou plasma.

Por fim, o painel azul, sobre a mesa de estudos, é um grande quadro imantado para desenhos, fotos e registros pessoais. A transformação da parede fica por conta da tinta Suvinil Magic que, aplicada antes da tinta colorida, permite a fixação de magnetos na superfície escolhida!

 

Muitas cores! O preconceito de uma arquiteta monocromática? Janeiro 5, 2009

Arquivado em: arquitetura, design, interiores — andressamartinez @ 7:04 pm
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Sou partidária das cores sóbrias, da economia decorativista ou dos planos monocromáticos que ampliam os cômodos de uma casa e criam o suporte para a sua ambientação adequada. Para mim, a beleza da arquitetura reside em bons traços, na personalidade dos volumes, no jogo entre cheios e vazios… na entrada da luz em um ambiente.

Por outro lado, olhando para Luís Barragán (… mais informações, de fato, cores ousadas personalizam áreas distintas e ajudam a traduzir os gostos e anseios pessoais. Apesar de algumas tonalidades, conforme identificação dos próprios fabricantes de tintas (suaves, vibrantes, neutros, etc…) adequarem-se melhor ao lazer, outras às residências, ou ainda escritórios e estabelecimentos comerciais, não há regra especial para a escolha das cores. O importante é compreender que as paredes e pisos são o pano-de-fundo para o mobiliário e devem ser pensados como um conjunto maior e harmônico. Na verdade, tenho uma regrinha simples, formatada durante alguns anos de observação: qualidade no acabamento. A preparação adequada da superfície, a regularização correta e minuciosa da parede e uma boa massa (lixa e muita lixa), não apenas facilitam o trabalho de recobrimento, mas embelezam o ambiente e conferem durabilidade à pintura… Afinal, qual seria a diferença entre aquela parede que descascou em poucos anos e a outra que permanece intacta durante o tempo? Umidade, qualidade do material, número de demãos? Tudo isso e, principalmente, acabamento (mão de obra especializada e minúcia na execução).

Aproveitando o tema tintas, confesso que perdi um pouco o preconceito que possuía sobre determinados acabamentos… Continuo não gostando de texturas pesadas, desenhos feitos com espátulas, caiação ou técnicas que parecem ‘artesanais’, denominadas ‘rústicas’. Em minha opinião, envelhecem mais rápido, cansam, acumulam poeira e os reparos são sempre mais difíceis. Indico a tinta texturada, com poucos grânulos e aplicadas em rolos de textura, para empenas laterais de edifícios, muros e garagens devido à rapidez de aplicação e durabilidade. Para o interior, confesso que nunca gostei mesmo…

Mas, como algumas oportunidades surgem para a revisão de determinados valores, há pouco tempo tive uma experiência interessante com uma tinta texturada: a pedido de um cliente, escolhi duas paredes para a aplicação da textura. Apesar da relutância interna, considero essenciais a opinião e os desejos do futuro morador. Optei, então, por uma textura com baixa granulometria, um ‘tom-sobre-tom’ pouco contrastante com as demais paredes e, para a minha felicidade (e dele também), o resultado ficou muito bom e agradável…

Essas são fotos parciais de alguns cômodos ainda em obra, mas a da textura infelizmente não as tenho no momento…

Um abraço,

Andressa