Arquiteta Andressa Martinez

Um blog de arquitetura, design e criação

Dissertação de Mestrado disponível online Abril 20, 2009

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Está disponível para visualização e download do texto integral de minha dissertação de mestrado, intitulada Pequenas Intervenções em espaços livres públicos: itinerância, flexibilidade e interatividade, defendida em 2008, no PROURB/FAU-UFRJ.

Para quem se interessa por intervenções artísticas e efêmeras em espaços públicos, essa dissertação traz um panorama geral da produção contemporânea de arquiteturas itinerantes; mobiliários urbanos multi-usos e recursos tecnológicos em escala urbana. A investigação teórica centra-se em projetos multiprogramáticos, abertos à flexibilidade de usos; dinâmicos e adaptáveis; frente ao ritmo acelerado das grandes cidades.

O texto completo está disponível na base minerva da UFRJ (clique aqui) ou no site do Governo Federal Domínio Público (acesse aqui), um completo banco de teses e dissertações, aberto a consultas.

 

Artigo na Revista Digital Os Urbanistas Abril 17, 2009

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 6:11 pm

SOB UM NOVO PONTO DE VISTA: AS PESSOAS COMO ESCULTURAS E A CULTURA DO OBJETO

Esse artigo, parte da minha dissertação de Mestrado no PROURB/FAU-UFRJ,  foi publicado recentemente na Revista Digital de Antropologia Os Urbanitas (ano 5, número 08). Essa revista interdisciplinar reúne colaboradores de diversas universidades brasileiras e latino-americanas, nas áreas de ciências sociais e humanas. Dividido em 04 blocos, o número 08 trata nos três primeiros sobre a relação cidade e religião e no quarto (Hors D’ Oeuvre), no qual se insere o meu artigo, sobre a relação entre o espaço público e a cidade.

Quem quiser ler o meu texto e o conteúdo da revista eletrônica clique aqui:

 

Quarto infantil Abril 3, 2009

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 3:56 pm
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Esse projeto para o quarto de uma criança com 5 anos, apesar de atender às necessidades da idade, do universo infantil, propõe-se atemporal e capaz de se adaptar às exigências futuras de um rapaz. Em geral, os projetos para crianças encerram-se no universo dos pequenos, com seus papéis-de-paredes, móveis menores, cores e motivos marcantes, mas cansativas a longo prazo. Tendo em vista que em menos de sete anos esse pequeno rapazinho será um pré-adolescente, longo prazo não se aplica muito nesses casos e o universo infantil de um projeto pode obrigar os pais a trocar todos os móveis e armários, em um pequeno intervalo de tempo. O ideal de um projeto para os pequenos é a versatilidade e a capacidade de se reinventar a cada nova etapa da vida.

Nesse sentido, os móveis possuem como acabamento principal laca branca, madeira tipo peroba mica e vidro jateado 6mm. A ludicidade do quarto ficará por conta dos adesivos de papéis na parede (côco verde na mesa de estudos e pipa na cabeceira da cama), da escolha de um bom tapete e, é claro, da exposição dos brinquedos em nichos e prateleiras.  A televisão, um artigo indispensável nesse caso, dispensa a posição de destaque na estante, em um compartimento estritamente dimensionado para tal, e é disposta sobre um prato giratório, faciltando a sua visualização multidirecional. Esse recurso visa adaptar-se à diversidade de modelos e, principalmente, ao advento dos equipamentos em LCD ou plasma.

Por fim, o painel azul, sobre a mesa de estudos, é um grande quadro imantado para desenhos, fotos e registros pessoais. A transformação da parede fica por conta da tinta Suvinil Magic que, aplicada antes da tinta colorida, permite a fixação de magnetos na superfície escolhida!

 

Antes e depois em arquitetura Março 21, 2009

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 5:02 pm
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fachada original (antes), perspectiva do projeto e imagens da reforma (depois)

Aproveito o espaço para postar mais um trabalho finalizado. O desafio desse projeto era ampliar a residência da família sobre o primeiro pavimento, sem alterar a compartimentação existente. Para viabilizar financeiramente a reforma, o maior obstáculo foi utilizar as paredes do pavimento inferior como “guias” para erguer as paredes superiores (“parede-sobre-parede”). Essa estratégia, no entanto, não evitou completamente o reforço estrutural de uma laje e a construção de novos pilares.

A primeira imagem demonstra a residência antes da reforma (apenas com um volume no pavimento superior) e o projeto inicial. Basicamente o projeto dos cômodos foi preservado, exceto o volume de vidro verde da escada (à direita) que não foi executado para redução de custos.

Apesar da grande mudança na fachada principal, nenhuma parede foi demolida ou posição de janelas foi alterado. Apenas a escolha de novas cores, materiais de revestimento e, é claro, o novo volume construído no pavimento superior, completou o projeto.

Aguardo comentários… abs!

 

Professora na FAU-UFRJ! Março 3, 2009

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 7:59 pm

Após o descanso do carnaval e muitos dias distante do blog, na correria do dia-dia, aproveito para registrar o primeiro dia como professora da Faculdade de Arquitetura da UFRJ! Estou dando aula para duas turmas de calouros (1. período), na Disciplina de Desenho de Observação 01 e realmente desejo que a experiência seja maravilhosa. Orientarei os alunos sobre desenho à mão livre, através de técnicas como grafite, lápis conté, nanquim e aquarela. É uma disciplina que exige muita paciência, capacidade de observar e compreender a estrutura dos objetos que nos cercam e, principalmente, personalidade no traço. O maior desafio é orientar alunos tão novos, recém-chegados à universidade, a percorrer em apenas 4 meses um plano de curso tão denso. Hoje, infelizmente, a turma estava muito pequena… primeiro dia de aula, trote, dificuldade em se localizar em um prédio tão grande como o da Arquitetura no Fundão… enfim, dilemas de Marinheiros de Primeira Viagem… Estou aguardando ansiosa as aulas externas, onde eles terão que reproduzir alguns edifícios tão conhecidos do Rio de Janeiro…

Infelizmente, por questões autorais, de propriedade intelectual, não poderei postar trabalhos de alunos no blog. Mas, parte dos meus desenhos estão disponíveis para visualização aqui ou na página Desenhos, no menu superior!  Abraços e até mais!

 

Objetos em movimento: interatividade no espaço público Janeiro 21, 2009

Idéias criativas e surpreendentes definitivamente decretam o fim das antigas receitas urbanas para o projeto de praças…

 

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                     add-on, em Viena                       adaptative lounge, Berlim  volume at V&A, Londres

                                                                            

Essas imagens ilustram parte da minha Dissertação de Mestrado |2008| Pequenas Intervenções em Espaços Livres Públicos: itinerância, flexibilidade e interatividade, na qual defendo a necessidade de pequenas intervenções urbanas (mobiliário urbano móvel, arquitetura itinerante ou novas tecnologias) como pontos de atração para os usuários em espaços públicos.

Não é necessário ir a outras cidades para constatar que muitas praças, objeto de recentes intervenções, renovadas em seu mobiliário, com iluminação e pavimentação adequadas, muitas vezes permanecem esquecidas pelo público.

Espaços destinados ao público infantil estão abandonados, outros, projetados para a prática de exercícios físicos, vazios, enquanto a uma pequena distância, a pouco mais de vinte ou cinquenta metros, um local que não foi pensado estritamente para aquele fim abriga dezenas de atividades. Alguns anfiteatros e suas pesadas estruturas de concreto estão esquecidos e, simplesmente, tornaram-se barreiras a apropriação do espaço. A simples reorganização e padronização do mobiliário ou a definição de ‘programas’ rígidos, estritamente definidos, inflexíveis, que condicionam um modo de ocupação do espaço, está sujeita à falha.

Se o espaço público é a expressão mais evidente dos anseios da sociedade, se ele é a tradução direta de novas dinâmicas, por que alguns exemplos já falharam? Por que intervenções relativamente recentes já não respondem à demanda e ao ritmo dos atuais espaços urbanos? Como o espaço público pode instigar e atrair usuários diante das diversas opções de lazer oferecidas atualmente?

A observação de dezenas de projetos urbanos nacionais e internacionais indicam uma nova preocupação para o projeto de praças: multifuncionalidade e flexibilidade de uso.

 

Abaixo estão minhas propostas rápidas de intervenções na George Square, uma praça na cidade de Glasgow, Escócia.

 

Proposta 01 – Arquitetura Itinerante: módulos-bar

 

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02 – Mobiliário mutante: bancos móveis

 

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03 – Luz de humor: focos interativos

 

 

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Assim que o conteúdo integral da minha dissertação estiver disponível em pdf pela biblioteca da FAU|UFRJ, postarei o link para a visualização dos mais de cem projetos inusitados de espaços públicos que pesquisei.

 

 

Muitas cores! O preconceito de uma arquiteta monocromática? Janeiro 5, 2009

Arquivado em: arquitetura, design, interiores — andressamartinez @ 7:04 pm
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Sou partidária das cores sóbrias, da economia decorativista ou dos planos monocromáticos que ampliam os cômodos de uma casa e criam o suporte para a sua ambientação adequada. Para mim, a beleza da arquitetura reside em bons traços, na personalidade dos volumes, no jogo entre cheios e vazios… na entrada da luz em um ambiente.

Por outro lado, olhando para Luís Barragán (… mais informações, de fato, cores ousadas personalizam áreas distintas e ajudam a traduzir os gostos e anseios pessoais. Apesar de algumas tonalidades, conforme identificação dos próprios fabricantes de tintas (suaves, vibrantes, neutros, etc…) adequarem-se melhor ao lazer, outras às residências, ou ainda escritórios e estabelecimentos comerciais, não há regra especial para a escolha das cores. O importante é compreender que as paredes e pisos são o pano-de-fundo para o mobiliário e devem ser pensados como um conjunto maior e harmônico. Na verdade, tenho uma regrinha simples, formatada durante alguns anos de observação: qualidade no acabamento. A preparação adequada da superfície, a regularização correta e minuciosa da parede e uma boa massa (lixa e muita lixa), não apenas facilitam o trabalho de recobrimento, mas embelezam o ambiente e conferem durabilidade à pintura… Afinal, qual seria a diferença entre aquela parede que descascou em poucos anos e a outra que permanece intacta durante o tempo? Umidade, qualidade do material, número de demãos? Tudo isso e, principalmente, acabamento (mão de obra especializada e minúcia na execução).

Aproveitando o tema tintas, confesso que perdi um pouco o preconceito que possuía sobre determinados acabamentos… Continuo não gostando de texturas pesadas, desenhos feitos com espátulas, caiação ou técnicas que parecem ‘artesanais’, denominadas ‘rústicas’. Em minha opinião, envelhecem mais rápido, cansam, acumulam poeira e os reparos são sempre mais difíceis. Indico a tinta texturada, com poucos grânulos e aplicadas em rolos de textura, para empenas laterais de edifícios, muros e garagens devido à rapidez de aplicação e durabilidade. Para o interior, confesso que nunca gostei mesmo…

Mas, como algumas oportunidades surgem para a revisão de determinados valores, há pouco tempo tive uma experiência interessante com uma tinta texturada: a pedido de um cliente, escolhi duas paredes para a aplicação da textura. Apesar da relutância interna, considero essenciais a opinião e os desejos do futuro morador. Optei, então, por uma textura com baixa granulometria, um ‘tom-sobre-tom’ pouco contrastante com as demais paredes e, para a minha felicidade (e dele também), o resultado ficou muito bom e agradável…

Essas são fotos parciais de alguns cômodos ainda em obra, mas a da textura infelizmente não as tenho no momento…

Um abraço,

Andressa

 

Feliz Natal Dezembro 24, 2008

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 4:14 pm

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Arquitetura entre a arte e a técnica Dezembro 23, 2008

Arquivado em: arquitetura, arte — andressamartinez @ 12:40 pm
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Dando continuidade ao artigo que escrevi no Portal do Arquiteto, Arte e Técnica: a polivalência do arquiteto (acesse o site!), em entrevista à Revista Projeto Design (12/2008), Agnaldo Farias, arquiteto, professor, curador e crítico de arte, também aborda a relação complementar entre a arte e a arquitetura e destaca a desvalorização desse importante diálogo no projeto arquitetônico:

 

” De fato, a arquitetura tem mantido uma relação muito fértil com a arte, mas ainda hoje existe gente muito boa que acha que não há relação alguma. Richard Serra, por exemplo, diz que arquitetura não é arte e que os arquitetos ficariam muito bem restritos a ela – uma colocação relacionada ao fato de a arquitetura ter função e a arte não. Concordo em termos, mas não acho que isso signifique inexistirem pontos de contato do mais alto interesse. Incomodame nas escolas de arquitetura que os subsídios no campo da história da arte sejam periféricos de modo geral, e isso quando acontecem. Geralmente, as aulas se restringem a um semestre, que cobre desde a parede das cavernas até os nossos dias. Isso e nada dá no mesmo. Nos setores das disciplinas de plástica também, com muita freqüência, a discussão quase se resume ao ideário pedagógico de projeto extraído da Bauhaus, a questões ligadas a composição, módulo, alguma experiência sobre material. Não que não sejam questões importantes, mas há muita coisa para se discutir além disso. A arquitetura, pela própria definição etimológica, tem que pensar que faz parte da cultura visual, ela deve se alimentar disso. E cultura visual vai além da arte, que é um subgrupo daquela. A arquitetura ganharia muito, aqui no Brasil, se tivesse essa interlocução de maneira mais sistemática. Os arquitetos têm, sim, muita sensibilidade, mas deveriam confiar um pouco menos no talento pessoal, na intuição, e trabalhar um pouco mais essa questão de maneira sistemática. É assustador o modo como as escolas de arquitetura ignoram não só as artes plásticas, mas a literatura, a música, o cinema. De modo geral, nossas escolas, em qualquer canto, tenderam ao tecnicismo.”

 

Para ler a entrevista na íntegra, a revista disponibiliza o conteúdo online.  Boa leitura!

 

Adesivos de parede Dezembro 18, 2008

Arquivado em: Uncategorized — andressamartinez @ 11:06 pm
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Práticos de usar, os adesivos de parede ganharam mercado e fazem parte da decoração de interiores em residências e estabelecimentos comerciais. Há gráficas especializadas que possuem um amplo catálogo com diferentes motivos, cores e dimensões. Outras, estão abertas à criatividade do cliente e fazem produtos customizados e sob medida.

Abaixo segue uma pequena lista de empresas que trabalham com adesivos de parede e aceitam encomendas pela internet:

Destaque e Cole , Max Visual , Arte Parede , Beecommerce , Istickonline , Tergoprint  , Gecko , Ateliê Olá , All 2 Wall , Micasa , Art Fix Store , Click Stick , Mbm Visual , Lili e Liat  , Arte Parede , Impressiona  , Conceito Firma Casa , Limomada Biz , Stylographp  , Formato Comunicação Visual , Tergoprint , Coisas da Doris

  

Fonte: Revista Arquitetura & Construção